sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

MINISTÉRIO PASTORAL NA SUCESSÃO HEREDITÁRIA, É DE DEUS?

Ministério pastoral na sucessão hereditária é a mesma coisa que o ministério pastoral de pai para filho. É, assim como numa empresa o presidente, o diretor prepara seu filho (a) para o suceder, para substituí-lo ou para dirigir juntos a empresa, muitos pastores fazem o mesmo, isto é, preparam seus filhos para substituí-los ou para dirigir, pastorear juntos o rebanho de Deus.

Esta transmissão sucessória é de Deus?
Penso que, assim como a salvação, o chamado pastoral é pessoal e intranferível.
Explicando melhor. Ninguém pode salvar-se a si próprio e nem a outrem. Só Jesus salva!
O que uma pessoa pode e deve fazer como crente é falar de Jesus e do plano da salvação, para que o não crente se decida converter-se ou não.
Também a vocação pastoral é dom que vem de Deus. Deus é quem vocaciona, chama alguém para pastorear seu rebanho. E a pessoa que recebe o chamado pode decidir aceitá-lo ou não. É evidente que toda escolha tem uma consequência.

Não que Deus não possa chamar pai e filho para o ministério pastoral, o que digo é que não vemos tal coisa na Bíblia, em especial no Novo Testamento.
No Livro de Atos dos Apóstolos, considerado livro da história da Igreja, não vemos os apóstolos fazerem de seus filhos outros apóstolos ou ministros da Palavra.
Em razão disto, não parece correto um pastor querer, por vontade própria, fazer de seu filho outro pastor, seu sucessor, ou separar a quem lhe convir. Se Deus não está no negócio, não haverá unção, apenas capricho e ou profissionalismo.
É Deus quem faz o chamado e quem dá a unção necessária ao ministério.
"Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tiago 1:17)

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