sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

CISÃO NAS IGREJAS

"Muitos ministros, por não saberem contornar situações, esfacelam-se e destroem as igrejas. Temem, às vezes, pastorados curtos. Se isso for para o bem da Causa, mude cada dois anos de igreja. Dr. Robertson não se peja de assim aconselhar: "Porém, o mundo é grande e o pastor que produziu crise em uma cidade, passe para outra. Isso é muito melhor do que um pastor sonolento e inativo, de muitos anos, sem resultados" (TOGNINI, Enéas).
Entenda "de muitos anos, sem resultados" a igreja que há muito se encontra sob a direção de um só pastor, onde os que se batizam, vez em quando, são filhos ou algum parente dos membros dessa igreja, mas na verdade não se vê novas almas, isto é, pessoas de fóra dessa igreja sendo acrescentadas e salvas, como em Atos 2:47.

"O pastor deve ser sábio e sobretudo depender de Deus para saber quando, para o bem da Causa, deve ficar e quando deve sair da igreja...Outros entretanto, tomam atitudes inconvenientes. Acastelam-se no seu egoísmo e deixam que o rebanho seja pulverizado à vontade do demônio. Não há muito, acompanhamos a sequência de fatos em uma certa igreja cujo pastor desprestigiado levou, por seus caprichos, falta de tato, o seu rebanho à ruína. Um grupo numeroso de membros, vendo irregularidades na família do pastor, foi e falou leal e cristãmente com o seu guia. Este ao invés de penitenciar-se, ragiu e começou a proselitar em torno do caso. Mudou a bel-prazer estatutos da igreja, foi de crente em crente, tabalhando-os para a próxima sessão e fez tudo quanto um político inescrupuloso faria em idênticas condições. Na sessão, enquanto todos não enxergavam a verdade, ele contava com a maioria pelos recursos inoculados no Estatuto. O referido pastor levou esta maioria a excluir a minoria "rebelde". Foi excluída. O pastor ganhou a questão. O tempo, porém, revelou a verdade. Os que ontem estavam com ele, hoje lhe faziam paredes. Os fiéis foram se retirando até que o pastor foi exonerado da igreja que ficou reduzida a uns 30 ou 40 membros" (TOGNINI, Enéas.Eclesiologia.Edições Enéas Tognini, SP, 2001, págs. 100,103,104).


Como se vê, nem sempre o problema está no membro, podendo estar no pastor.

Os crentes devem saber, especialmente os batistas e os que possuem na igreja forma de governo democrático, que, eles tem o direito e o dever de zelar pelo correto aos olhos de Deus.
Do contrário, a igreja não passará de um ponto de encontro social, sendo apática espiritualmente, com muitos desempregados, necessitados material e espiritualmente, enfermos, invejas, contendas dentro da igreja e nas atividades externas desta.

Não tema em expor sua opinião, sua sugestão. A igreja é um corpo, do qual voce é membro, não somente para dizimar, ofertar e servir, mas também para, numa assembléia ou reunião, opinar, sugerir, votar a favor ou contra determinado assunto, dependendo do que voce entenda como certo, coerente. É como nos ensina o livro de Atos. Lembre-se, Cristo é a cabeça da igreja. "Ele ama a justiça e o direito" (Salmos 33:5).

"Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do malígno" (Mt 5:37).

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

CORPORATIVISMO ECLESIÁSTICO 2

No artigo anterior sobre corporativismo eclesiástico, ficou claro que corporativismo é uma atitude que se toma objetivando a defesa dos interesses ou privilégios de um determinado segmento da sociedade, em prejuízo do interesse da coletividade.
Que, traduzindo em miúdos, é quando tudo acaba em "pizza", caindo no descrédito da população o órgão que exerceu o corporativismo.
Ficou claro também que, o Corporativismo Eclesiástico é a mesma "pizza", que agora ocorre nas instituições religiosas.

Todavia, parece que, atualmente, alguns seguimentos da sociedade decidiram "mover as águas", isto é, mudar, limpar a imagem diante da sociedade. É o caso da prisão do Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Para este, por enquanto, parece não haver "pizza", mas apenas "quentinha".
Outro exemplo de combate ao corporativismo, é o pedido de cassação do mandato do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

São estes exemplos que devem ser seguidos por outros seguimentos, em especial por intituições religiosas que estão praticando o corporativismo, o que, para estas, tal atitude é muito mais vergonhosa, desonrosa. Estas, sim, muito mais que as outras categorias, devem "mover as águas", limpando sua imagem perante a sociedade.
Miquéias 6:8 - "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus".
Efésios 4:25 - "Fale cada um a verdade com o seu próximo".
Salmos 33:5 - "Ele ama a justiça e o direito".


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PANELINHA É PECADO

O dicionário da língua portugesa diz que
panelinha é um "grupo de pessoas ligadas em defesa de seus interesses e dadas ao elogio mútuo". É como a discriminação, a separação de pessoas, com julgamento de valores, é acepção, é pecado.
Quem pratica essas coisas não teve um encontro verdadeiro com Deus, ou uma conversão de fato.
Afinal, isso é falta de amor ao próximo. E, como diz João em sua Primeira Epístola, "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor" (1João 4:8).
Epístola de Paulo aos Romanos, 2:11 - "Porque para com Deus não há acepção de pessoas".
Atos 10:34, 35 - "Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável".
Tiago 2:9 - "Se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado".
1João 4: 20, 21 - "Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão".

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A INDIFERENÇA DOS CRENTES OS TORNA CÚMPLICES DO PECADO

A Bíblia nos ensina que a igreja é um corpo cuja cabeça é Cristo. Somos todos membros do corpo de Cristo. "De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1Co 12:26).
Os crentes não podem ver na igreja uma conduta reprovável, imoral e ficarem indiferentes ou omissos porque, essa atitude os torna cúmplices, coniventes com o pecado e sujeitos às consequências do ato negativo. Sim, porque, se houver contendas e imoralidades, principalmente no púlpito, a igreja se torna fraca, sem forças espiritais para combater o mau. Deixa de obter bênçãos, talvez tenha algumas migalhas isoladamente. "Tens nome de que vives e estás morto" (Apocalípse 3:1).

É lamentável quando a Igreja admite uma atitude que é condenável até mesmo entre os descrentes pecadores. Na igreja de Corinto os irmãos não levavam uma vida santificada. Em 1Co 5:1 constata-se que "Geralmente, se houve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios". A notoriedade do pecado apontado nesta passagem, tornava a situação mais grave ainda. Por ser do conhecimento de todos a imoralidade ocorrida na igreja, o comentário era geral.
É evidente que Paulo se decepcionou com a pecaminosidade ali notória, porém, mais lamentável foi a postura da igreja para com os pecadores. A igreja não disciplinando os transgressores, ficava, todos os membros, como cúmplices do pecado e sujeitos, todos eles, à determinadas consequências. Fosse no Antigo Testamento e a pena para tal pecado seria a morte. Paulo orientou a igreja a excluir o autor da imoralidade. É o que se observa na narrativa de 1Co 5:1-5. Também sobre disciplina na igreja, 2Co 2:5-8.

O crente não pode ficar omisso diante de uma atitude condenável, "Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes...Portanto, não sejais participantes com eles...E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as" (Efésios 5:3, 4, 7, 11).