Disse o Senhor Jesus: "Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do malígno" (Mt 5:37).
Muitos crentes e lideranças afins, corrompidos ou mundanizados, já não têm em sua palavra o "Sim, sim; não, não" ensinado por Jesus. Estão essas pessoas sendo usadas pelo malígno, e os crentes fiéis devem ter cuidado com os tais. Cuidado para não se contaminarem também.
É como se dizem popularmente: "O honesto ao entrar para a política, se torna corrúpto como os demais políticos".
Porque Deus ama a justiça e o direito (Sl 33:5), os crentes também devem zelar pelo que é reto, devem honrar sua palavra.
Há alguns meses, representei contra um pastor, junto ao órgão representativo ao qual ele é vinculado, por ter ele infringido normas morais e legais, tais como desobedecer decisão de assembléia na igreja; construir igreja em área de terras invadidas; manter caixa 2 na igreja; expulsar da igreja, publicamente e com ofensas, a família de um irmão, por pretender este que fosse levada à assembléia a questão da sua ordenação pastoral, etc.
Pasme o leitor deste artigo que, quando uma comissão disciplinar do referido órgão representativo ouviu alguns dos irmãos, diáconos inclusive, que presenciaram a expulsão dessa família, e são sabedores do caixa2, esses irmãos negaram tal fato, e disseram que a denúncia contra o pastor era caluniosa, mentirosa.
Cadê o "sim, sim; não, não" da Bíblia?
De deixar mais estupefato ainda é que, estando eu reunido com três integrantes da comissão disciplinar da Órdem dos pastores, queriam por "panos quentes", isto é, encobrir os atos reprováveis do pastor. É o chamado corporativismo. Aliás, já escrevi anteriormente um artigo neste blog, intitulado "Corporativismo Eclesiástico", vale a pena ler.
Insistiam os membros da comissão disciplinar, com relação ao caixa 2, que as entradas financeiras da livraria da igreja e da cantina, não eram contabilizadas na conta bancária da igreja, porque os membros (não há unânimidade) acordaram com o pastor que este usaria de tais recursos em despesas extras ou avulsas ou algo parecido.
Apenas um dos integrantes da comissão concordou comigo no sentido de que, com ou sem a concordância de parte dos membros, a verdade legal e moral é que, qualquer entrada financeira não contabilizada em conformidade com as normas vigentes, configura-se caixa 2. Homens de Deus fazendo e apoiando caixa 2, é vergonhoso.
E, isto, sem comentar o que diziam os referidos membros da comissão disciplinar, com relação à expulsão de uma família, na forma como se deu; e também quanto à questão de incentivar, a igreja evangélica, a ocupação ilegal de terras, etc.
Irmãos amados: pirataria é crime, rádio pirata ou clandestina é crime, invasão de terras é crime, caixa 2 é crime, expulsar alguém de uma igreja é crime, omissão é crime; e tudo isto é pecado.
Realmente, o mundanismo já dominou parte do meio evangélico. Crentes, líderes, pastores e até órgãos criados para disciplinar os ocupantes de cargos eclesiásticos, mundanizados, já não observam o "Sim, sim: não, não". As atitudes desses tais, que não têm palavra, ou que possuem duas palavras para uma mesma coisa, vêm do malígno, conforme a passagem bíblica: "Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim: não, não. O que disto passar vem do malígno"(Mt 5:37).
É claro, não estou generalizando, mas afirmo que parte dos crentes, de sua liderança e de seus órgãos representativos estão de alguma forma corrompidos. Cabe ao remanescente, todo aquele que não se deixou corromper, zelar pela justiça, pelo direito e por tudo que refere-se à igreja do Senhor.
Segundo a Bíblia, a justiça ou o juízo começa pela própria casa de Deus. Atualmente, chega até aos nossos Tribunais. Pela internet se constata isto.