terça-feira, 2 de março de 2010

A IGREJA E A POLÍTICA

"A igreja, como organização religiosa, é apartidária, ou seja, ela não subscreve nenhum programa político de algum partido organizado. Por isso, enquanto cidadão, o crente pode escolher o partido político que melhor lhe convier. Todavia, a igreja não tem qualquer vínculo partidário. O pastor não pode, por exemplo, pedir que a igreja vote neste ou naquele candidato, mesmo quando o candidato é evangélico. Algo que traz bastante controvérsia hoje é justamente esta questão. É melhor votar num candidato evangélico sem treinamento político ou votar num candidato não evangélico decente, preparado para a função e que procura o bem comum do povo?
Em Época de eleição ou fora dela, a função da igreja é a de instruir os seus membros para que votem, para que cumpram seus deveres de cidadãos. A igreja pode até orientar sobre a postura que se espera de um bom candidato a vereador, prefeito, deputado, governador ou presidente da república. O cristão deve olhar para o programa que o candidato afirma estar desenvolvendo quando estiver ocupando o cargo que pleiteia.
Espera-se também da igreja que ela não barganhe os seus votos em troca de favores dos futuros governantes. É lamentável quando uma igreja recebe benefícios de candidatos e depois fica comprometida com aquela pessoa " (Revista Expressão.Editora Cultura Cristã,SP, págs. 44,45).

O argumento da referida revista esta bem colocado e certamente vai satisfazer a muitos. Todavia, penso que os membros de uma igreja quase sempre buscam a opinião de seu pastor. E, como formador de opiniões, o pastor, líder, amigo, conselheiro pode dar sua opinião como não sendo a opinião da igreja como um todo, mas sua análise e intenção pessoal de voto.

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